Posted by Julio Anjos on 13th Maio 2009
A influência entre a empresa e as pessoas tem dois sentidos: se é possivel afirmar que “process & structure problems beat people problems hands down” (regra 85/15 proposta por Jim Clemmer) também é possivel afirmar que “process & structure solutions solve people problems”.
É também conhecido o postulado de N. Dean Meyer & Associates: “Good people in a poorly designed organizational structure fail, while average people in a healthy organization succeed.”
Será isto verdade?
Será por isto que tantos portugueses uma vez emigrados se tornam muito mais produtivos que na pátria?
Será o país inteiro, mais que as suas empresas, uma “poorly designed organizational structure“ ?
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Posted by Julio Anjos on 13th Maio 2009
A afirmação de que a “informação” em qualquer Sistema que se candidate a denominar de Gestão de Informação deve ser “rei” e “rainha” é tautológica, mas passa ao lado de muitos informáticos (e incidentalmente de muitos bibliotecários e arquivistas [Pode-se mesmo dizer que tanto os informáticos como os biblitecários e os arquivistas demonstram sempre tendências para confundir, atavisticamente, o “suporte” com o “conteúdo” - Os livros e os bits transmitem “informação”]).
O problema advém de se confundir a transmissão e o armazenamento de dados com a transmissão e armazenamento de informação.
A informática, apesar da raiz do vocábulo, em mais de 90% dos casos, está a analisar, transmitir, criar, registar “dados” e não “informação”.
É o humano, que operacionaliza esses “dados” em “informação”.
Opero aqui sob um quadro estrutural de definições que presume que o conceito de “conhecimento” apenas existe na consciência humana, e que a projecção do “conhecimento” para outra pessoa ou para armazenamento se faz convertendo o “conhecimento” em “informação”. O fenómeno que converte de novo a “informação” em “conhecimento” é por norma conhecido como “aprendizagem”. A transmissão ou registo de “informação” faz-se por diversos mecanismos de transmissão e registo de dados (no sentido em que para esses sistemas o conteúdo informacional do que é transmitido ou armazenado tende a ser irrelevante)
Será assim possível afirmar que a arquitectura de um sistema de informação não é possível sem a dimensão humana. É para que, mais facilmente, o humano possa assimilar a informação, transformá-la em conhecimento, e tomar decisões, que o sistema de informação existe.
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Posted by Julio Anjos on 13th Maio 2009
O Arquitecto define os problemas que a Engenharia tem de resolver para um determinado fim.
O Arquitecto Empresarial define os problemas que várias Engenharias têm de resolver para adequar a empresa a determinadas necessidades.
Transforma “o que a empresa faz” em “os SI que a empresa precisa”.
O Engenheiro de Processos de Negócio é o Gestor
O Engenheiro de Sistemas de Informação é o Informático.
Algumas destas engenharias são conhecidas como ciências e tecnologias da área da documentação, da informação, da arquivistica, etc.
Por exemplo: a Preservação em perpetuidade de Arquivos (e outros objectos) Digitais é um problema que a Arquivística tem estudado á muito mais tempo que a informática, e em que, quanto a mim, está muito mais à frente que a informática!
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Posted by Julio Anjos on 13th Maio 2009
A informação é tão relevante como Sistemas de Informação e Processos de Negócio.
A falta de consciência deste pressuposto provoca SEMPRE o desalinhamento de Sistemas de Informação e Processos de Negócio.
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Posted by Julio Anjos on 13th Maio 2009
A Arquitectura Empresarial assenta em três pilares:
- Processos de Negócio
- Sistemas Informáticos
- Informação
Entre cada um destes pilares tem de ser verificar um alinhamento correcto, e o conjunto tem de estar alinhado com os objectivos, missão e visão da empresa.
Cada um dos alinhamentos pode ser optimizado individualmente.
A optimização de qualquer um dos alinhamentos pode degradar a optimização dos outros alinhamentos.
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Posted by Julio Anjos on 13th Maio 2009
Axioma básico do paradigma da arquitectura empresarial conforme apresentada no POSI:
Uma organização é uma orquestração de pessoas e máquinas, operacionalizando processos que acrescentam valor quer a nível interno, quer nas transacções com os agentes exteriores com cujas cadeias de valor está integrado.
De algum modo já tinha esta atitude ‘embrenhada’ mas nunca, antes, a tinha visto, cristalizada de maneira tão firme e clara; muito menos tinha estado perante um grupo de profissionais e pedagogos que se regem, no dia a dia, por este modelo.
Em várias aulas de Licenciatura, pouco antes do POSI, defendi acaloradamente que o problema de muitas intervenções informáticas era a secundarização das pessoas considerando-as meros “button pushers”.
No POSI encontrei uma vivência ‘informática’ em que as pessoas têm ascendência.
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Posted by Julio Anjos on 18th Abril 2009
Ontem andei estranho durante todo o dia… sentia-me com tempo a mais, o dia em que tive acesso ao episódio mais recente do Lost (5ª de madrugada) já muito distante no passado e o dia em que terei acesso aos episódios mais recentes do Heroes e do 24 ainda demasiado distante no futuro (3ª de madrugada). E finalmente entendi: ontem foi o primeiro dia em que deveria ter tido POSI e não tive! Ontem foram os frequentadores do POSI XI que tiveram aulas! Havia gente que não conheço no auditório Alfa a ser alvo das atenções do Engº Tribolet. À tarde devem ter encontrado o Engº Barão ou o Engº Pavel. A esta hora devem estar no intervalo da 1ª Aula de Gestão de Projectos…
Parece que durante um ano, aos sábados e domingos, suspendi a minha vida numa espécie de universo paralelo…
Isto vai custar a desprogramar da minha cabeça!
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