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Memórias do POSI: ”A informação aqui é Rainha”

Publicado por Julio Anjos em 2009, 13 de Maio

A afirmação de que a “informação” em qualquer Sistema que se candidate a denominar de Gestão de Informação deve ser “rei” e “rainha” é tautológica, mas passa ao lado de muitos informáticos (e incidentalmente de muitos bibliotecários e arquivistas [Pode-se mesmo dizer que tanto os informáticos como os biblitecários e os arquivistas demonstram sempre tendências para confundir, atavisticamente, o “suporte” com o “conteúdo” - Os livros e os bits transmitem “informação”]).

O problema advém de se confundir a transmissão e o armazenamento de dados com a transmissão e armazenamento de informação.

A informática, apesar da raiz do vocábulo, em mais de 90% dos casos, está a analisar, transmitir, criar, registar “dados” e não “informação”.

É o humano, que operacionaliza esses “dados” em “informação”.

Opero aqui sob um quadro estrutural de definições que presume que o conceito de “conhecimento” apenas existe na consciência humana, e que a projecção do “conhecimento” para outra pessoa ou para armazenamento se faz convertendo o “conhecimento” em “informação”. O fenómeno que converte de novo a “informação” em “conhecimento” é por norma conhecido como “aprendizagem”. A transmissão ou registo de “informação” faz-se por diversos mecanismos de transmissão e registo de dados (no sentido em que para esses sistemas o conteúdo informacional do que é transmitido ou armazenado tende a ser irrelevante)

Será assim possível afirmar que a arquitectura de um sistema de informação não é possível sem a dimensão humana. É para que, mais facilmente, o humano possa assimilar a informação, transformá-la em conhecimento, e tomar decisões, que o sistema de informação existe.

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Memórias do POSI: 5: Axiomas

Publicado por Julio Anjos em 2009, 13 de Maio

Quase 100% dos projectos de informática são implementados com sucesso.

Mais de 50% deles não servirá para nada!

Isto é consequencia da falta de alinhamento entre Processos de Negócio, Sistemas de Informação e Informação, e entre cada um e/ou do conjunto com os objectivos de negócio

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Memórias do POSI: 4: Axiomas

Publicado por Julio Anjos em 2009, 13 de Maio

O Arquitecto define os problemas que a Engenharia tem de resolver para um determinado fim.

O Arquitecto Empresarial define os problemas que várias Engenharias têm de resolver para adequar a empresa a determinadas necessidades.

Transforma “o que a empresa faz” em “os SI que a empresa precisa”.

O Engenheiro de Processos de Negócio é o Gestor

O Engenheiro de Sistemas de Informação é o Informático.

Algumas destas engenharias são conhecidas como ciências e tecnologias da área da documentação, da informação, da arquivistica, etc.

Por exemplo: a Preservação em perpetuidade de Arquivos (e outros objectos) Digitais é um problema que a Arquivística tem estudado á muito mais tempo que a informática, e em que, quanto a mim, está muito mais à frente que a informática!

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Memórias do POSI: 3: Axiomas

Publicado por Julio Anjos em 2009, 13 de Maio

A informação é tão relevante como Sistemas de Informação e Processos de Negócio.

A falta de consciência deste pressuposto provoca SEMPRE o desalinhamento de Sistemas de Informação e Processos de Negócio.

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Memórias do POSI: 2: Axiomas

Publicado por Julio Anjos em 2009, 13 de Maio

A Arquitectura Empresarial assenta em três pilares:

  • Processos de Negócio
  • Sistemas Informáticos
  • Informação

Entre cada um destes pilares tem de ser verificar um alinhamento correcto, e o conjunto tem de estar alinhado com os objectivos, missão e visão da empresa.

Cada um dos alinhamentos pode ser optimizado individualmente.

A optimização de qualquer um dos alinhamentos pode degradar a optimização dos outros alinhamentos.

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Memórias do POSI: 1: Axiomas

Publicado por Julio Anjos em 2009, 13 de Maio

Axioma básico do paradigma da arquitectura empresarial conforme apresentada no POSI:

Uma organização é uma orquestração de pessoas e máquinas, operacionalizando processos que acrescentam valor quer a nível interno, quer nas transacções com os agentes exteriores com cujas cadeias de valor está integrado.

De algum modo já tinha esta atitude ‘embrenhada’ mas nunca, antes, a tinha visto, cristalizada de maneira tão firme e clara; muito menos tinha estado perante um grupo de profissionais e pedagogos que se regem, no dia a dia, por este modelo.

Em várias aulas de Licenciatura, pouco antes do POSI, defendi acaloradamente que o problema de muitas intervenções informáticas era a secundarização das pessoas considerando-as meros “button pushers”.

No POSI encontrei uma vivência ‘informática’ em que as pessoas têm ascendência.

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Pode uma empresa ser dirigida por uma pessoa que não percebe de informática?

Publicado por Julio Anjos em 2009, 13 de Maio

A afirmação é de José Triblet e está perfeitamente alinhada com o  pensamento do Engº.

Oracle debate transformação do negócio, Claudia Sargento, Semana nº 927 de 8 a 14 de Maio de 2009

É aliás muito simples de demonstrar: como é que alguém que não percebe nada de informática pode fazer a análise de envolvente estratégica e a de envolvente operacial? Como pode tal pessoa analisar / contextualizar o impacto que as TIC têm nos seus clientes e fornecedores? Prever o uso que os concorrentes vão fazer das TIC? Detectar a emergência de novos produtos e produtos substitutos viabilizados pelas TIC?

E não estou a falar de um “gerente” que sabe, ou não sabe, usar o Word, ou o Excell! É da “gerência” que se pretende “de visão”.

O Eng. Luis Borges Gouveia deu-me troco no FaceBook:

Luis Borges Gouveia às 10:07 de 13/5

Talvez mesmo, nem o botequo mais analógico que encontre… (até porque este não terá condições de sobrevivência)

Ao que eu respondo: Pode dirigir uns “botecos analógicos” mas a clientela vai-se reduzindo… reduzindo… e quando os clientes “analógicos” de acabarem… o negócio está terminado.

O que me faz tremer à noite é que estas afirmações aplicam-se também a bibliotecas!

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